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Roda Dos Livros

A cidade do medo, de Pedro Garcia Rosado

Roda Dos Livros, 30.12.14

A cidade do medo

Porque é que o género policial é tão apreciado? E tão menosprezado ao mesmo tempo?

Esperamos crimes e maldade mas não esperamos palavras bonitas. Esperamos personagens com intricada complexidade mas não começamos a ler o livro com os post-it na mão à espera de passagens memoráveis.

E é pena. É pena porque por um lado o género policial não é um género menor (tal como não o é a fantasia ou a ficção científica). E é pena porque neste livro bem senti a falta dos meus post-its para poder, com rapidez, voltar atrás nas páginas que lia compulsivamente e recordar (ou confirmar) certas passagens.

Levei muito tempo a ler este livro mas por pura falta de tempo. Aproveitei os momentos que pude para ler mas não lhe fiz justiça. Este é um livro para se ler de fio a pavio e é isso que vou fazer com o segundo volume desta série “Não matarás”: vou escolher um dia em que possa ler o livro inteirinho de uma assentada. Porque é isso que gosto de fazer com os policiais.

Começo já por fazer uma crítica e uma sugestão. A crítica é a sinopse: demasiada informação para um policial. A sério: nós leitores não queremos saber. Queremos saber tudo mas apenas durante a leitura. A sugestão é simples: era giro ter um mapa de Lisboa a acompanhar a leitura. Se era imprescindível? Não, claro que não. Mas era girooooo.

Quanto ao conteúdo não posso falar muito (querem saber? Vão ler a sinopse ou melhor leiam o livro) para não estragar mas fiquem a saber que o importante não é saber quem é o assassino. O importante são os porquês, os meandros da política, a corrupção, os interesses, as amizades. Um livro onde a ficção e a realidade se misturam e nos deixam ainda mais preocupados com a nossa realidade.

Gostei imenso e ainda bem que acabei por ler este livro.

Tão bom ler-se um policial nosso.

Morte nas Trevas, de Pedro Garcia Rosado - Opinião

Roda Dos Livros, 18.12.14

Pedro Garcia Rosado (PGR) traz o crime, a morte, a conspiração, a máfia e as cenas chocantes para cenários bem perto de nós. Das falésias à Rocha do Gronho, das Caldas da Rainha a Lisboa, com um passeio pelo subterrâneo, o mestre do thriller já nos desencaminhou para todo o lado. A nós e ao inspector, ou melhor, ex-inspector Gabriel Ponte, a quem eu insisto em baptizar de Gabriel da Ponte. Não sei, soa melhor.Neste Morte nas Trevas, há um resquício de malvadez com sotaque de leste, trazendo à tona o que muitos querem camuflar, o submundo do crime das máfias de leste.

Nesta saga, que já vai com três volumes, Gabriel Ponte não segura a ânsia que tem por novas investigações e é incapaz de não abraçar um novo desafio. Apesar de calcular as consequências, nem sempre é fácil lidar com o inesperado e avaliar mentes tão bizarras e dementes.

O enredo aqui traçado é sempre inteligente, detalhado, extremamente profissional e sem laivos de vedetismo ou cenas estratégicas, só para entreter o leitor. Antes pelo contrário, PGR parece querer sempre o seu leitor, bem informado, atento, desperto e curioso, é claro. Todos os episódios e reviravoltas são apelativas e intensas, sem exageros ou cenas violentas desnecessárias. E talvez seja isso que por vezes ainda aumenta mais o realismo. Nada aqui parece "à filme", se é que me faço entender.

Já com traços cinematográficos temos as cenas de maior violência, arrepiando o leitor e fazendo virar a cara e franzir a testa, tal é a profundidade a que o ser humano pode descer no seu processo de desumanização, brutalidade e violência. No entanto, devo dizer que ainda esperava pior. A minha mente, talvez também macabra e já habituada a esperar enormes doses de violência, adivinhou, imaginou, um futuro bem sangrento e horrendo perante o pouco que o véu do prólogo desvendava. Em parte, foi acutilante, mas não tão macabro como esperava... talvez a culpa fosse da série Hannibal... que em atormentar a mente ao espectador não houve ultimamente nada como aquilo.

Ainda assim, PGR vem catapultando as doses sanguinárias dos seus policiais, bem como, nos traz sempre temas actuais e um tanto alarmantes, um pouco como um aviso: pode acontecer, acontece e parece acontecer aqui ao lado. Será que há uma mensagem nas entre linhas, desassossegando o leitor português, retirando-o do conforto deste paraíso tranquilo à beira mar plantado!?

Continuarei, sem dúvida, a seguir a escrita de PGR, bem como irei ler os livros com a guest star deste livro, o Ulianov, já que a série «Não matarás» está nawishlist faz tempo.

«Estamos a construir uma coisa. E desde o nada. Todas as peças são importantes.»
Espreitem as opiniões a:
e

Morte na Arena de Pedro Garcia Rosado

Roda Dos Livros, 17.07.14

O "perigo" de lermos duas obras quase de seguida do mesmo autor é o facto de podermos considerar a segunda leitura menos interessante que a primeira e perdermos então o interesse... E disse-vos aqui que estava a gostar de Morte com Vista para o Mar.

Digo-vos agora que considero o segundo superior em termos da trama arquitectada, dum enredo onde a imaginação se cruza espectacularmente com locais que conhecemos da nossa capital, tal como as ruas da Baixa e também, locais que sabemos existir mas que não são de fácil acesso, como por exemplo os túneis e ruínas romanas que "vivem" debaixo das ruas pombalinas de Lisboa. As cenas no subsolo lisboeta são muito reais e muito assustadoras, próprias para espíritos e leitores arrojados!

Gostei particularmente do enredo porque nos mantém em suspence durante o livro todo. Para além dos crimes cometidos e das situações de extrema dureza,crueldade e realismo, gostei do facto de serem revelados, aos poucos, características humanas e pessoais do investigador reformado Gabriel Ponte. Não se torna necessário ler o livro anterior, Morte com Vista para o Mar, mas para quem o fez esta leitura torna-se mais enriquecedora.

Gostei muito desta obra e espero que o terceiro livro me desperte ainda mais curiosidade e fique ainda mais embebida na leitura, tal como aconteceu em relação ao livro anterior. Alguns aspectos da vida pessoal de Gabriel ficaram em aberto o que mantem o interesse do leitor na obra seguinte que espero ler brevemente.

Se gostarem de acção, suspence e uma leitura com ritmos acelerados então este é o livro perfeito!

Terminado em 9 de Julho de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses.

As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.

Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.

 

 

Morte com Vista para o Mar de Pedro Garcia Rosado

Roda Dos Livros, 05.06.14

Capa Morte com Vista para o MarTendo já lido críticas bastante positivas sobre Pedro Garcia Rosado comecei finalmente a ler um dos dois livros que cá tinha na estante. Gostei e fiquei curiosa sobre este autor que já tem uma vasta obra no género policial.
Se bem que o final não me tenha surpreendido de sobremaneira, visto que o autor nos vai dando dicas sobre o que é mais provável acontecer, o certo é que, estando o cenário e os ambientes tão bem construídos, fiquei presa à história e aos personagens. A ligação mais forte deu-se, sobretudo, com Gabriel Ponte, o ex-inspector da polícia que insvestiga o caso juntamente com a sua ex-mulher, Patrícia Ponte. Solitário, humano, de uma inteligência perspicaz e com um passado misterioso cria-se, de imediato, uma forte empatia e intimidade com esse personagem de passado que se antevê doloroso.

O ambiente é-nos familiar. O crime, violento, dá-se na zona das Caldas da Rainha e Pedro Rosado sabe, sem cansar, descrever maravilhosamente a zona em redor e as paisagens.

O tema é actual, infelizmente. A corrupção das autarquias, o tráfico de influências, o valor e o poder do dinheiro ditam muitas vezes os actos humanos, levando os indivíduos a acções extremas de loucura. Em foco, também, o poder dos média. Até que ponto pode um blogue instigar os ânimos e levar alguém a extremos?

As frases incisivas, os capítulos pequenos levam o leitor a uma leitura muito rápida, criando o desejo de iniciar o segundo livro brevemente e saber mais da vida deste investigador. É o que farei, de certeza!

Terminado em 30 de Maio de 2014.

Estrelas: 4*+

Sinopse

Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada na casa onde vivia sozinho. Patrícia, inspetora-coordenadora da PJ, pede ajuda ao seu ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspector da Polícia Judiciária, que assim regressa ao mundo da investigação criminal.

Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.

As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affair com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?

 

Morte nas Trevas - Pedro Garcia Rosado

Roda Dos Livros, 25.05.14

Capa Morte nas TrevasEste é o terceiro livro que leio de Pedro Garcia Rosado. Apenas li os mais recentes, publicados pela Topseller, a quem tenho de dar os parabéns por apostar forte não só no autor mas também num género que tem muitos seguidores por cá mas que, estranhamente, parece não haver quem escreva. Ou então haverá uma síndrome qualquer inexplicável por parte da maioria das nossas editoras, do género daquela aversão estranha que todas acabam por ter aos contos.

Há público. Leitores bem informados que lêem o que de melhor se faz por esse mundo fora, de literatura policial, suspense, thriller, ou o que lhe queiram chamar. Por cá sinto que continua a haver algum preconceito por serem considerados livros de puro entretenimento, e os livros ainda continuam a ser vistos e lidos por alguns como uma forma de elevar o ser humano a um pódio qualquer de erudição. E é verdade. Mas deve haver livros para todos os leitores. E, principalmente, cada leitor deve saber apreciar de tudo. É o que tento fazer cá na minha modesta biblioteca.

Pois este livro é simplesmente genial, sem dúvida o meu preferido dos três livros que li, e que, apesar de sentir que vou fazer o caminho inverso, quero ler os outros livros do Pedro. E já são dez romances editados. Que eu, ou sou muito distraída, ou as editoras anteriores não foram lá muito felizes no trabalho de divulgação.  Gosto de policiais, confesso. Gosto dos nórdicos, pela frieza e pelo extremismo, pelas situações limite e pelo horror sem pejo. Gosto do choque e da surpresa. O Pedro está no patamar desses mais falados, que não vou citar porque não precisam, já toda a gente sabe quem são. Gostaria de ver traduções destes seus livros, sinceramente penso que merecem projecção internacional, e podem muito bem passar para o grande ecrã.

Não vou falar sobre este livro. Quem gosta de policiais não quer saber. Quer ler, descobrir, ser surpreendido e assustar-se a cada página.

Mas preparem-se para as trevas, que o aviso das cenas chocantes na capa não é brincadeira. Eu cá ainda sinto o cheiro da morte.

Sinopse

“Gabriel Ponte está finalmente decidido a dedicar-se à investigação privada, pondo fim à inatividade a que uma reforma antecipada da Polícia Judiciária o condenou.O seu primeiro trabalho como detetive particular consiste em encontrar duas mulheres desaparecidas em Portugal, a pedido de um homem e de uma mulher de origem romena, antigos agentes da Securitate, a polícia política do ditador Ceausescu.A sua investigação vai conduzi-lo a um confronto com um industrial romeno que cria porcos numa zona rural do concelho de Caldas da Rainha, e que esconde, afinal, segredos hediondos. À medida que avança neste caso, que vai pôr em risco a vida da sua própria família, Gabriel Ponte recebe a ajuda inesperada de um ex--oficial do KGB e das forças especiais russas, ao mesmo tempo que se torna o alvo da atenção de um inspetor da PJ, obcecado pela justiça.”

Topseller, 2014

Morte na Arena - Pedro Garcia Rosado

Roda Dos Livros, 17.11.13

Capa Morte na ArenaBastante diferente de “Morte com Vista para o Mar”, “Morte na Arena” representa um salto qualitativo em relação ao romance anterior. Pedro Garcia Rosado continua a surpreender-me, e desta vez o nível de detalhe e realismo das descrições elevou bastante a fasquia do propósito de um policial. Muita emoção, situações limite e confirmam-se as cenas chocantes do aviso da capa.

Adequado a quem não se impressiona com muita morte, pois neste livro a pestilência salta das páginas para o nosso nariz. Um nível de detalhe que impressiona mas não desagrada, pelo menos quem aprecia o estilo e gosta de muita emoção, de ler muitas páginas como se não houvesse amanhã. Neste caso houve, pois li o livro em dois dias.

Não é fundamental que se leia “Morte na Arena” na sequência de “Morte com Vista para o Mar” mas é conveniente que assim seja, dado que esta é mais uma investigação de Gabriel Ponte. A vida pessoal de Gabriel tem novamente um grande peso neste romance e alguns desenvolvimentos surpreendentes.

Em Setembro passado participei num passeio pelas “cenas do crime” deste livro, numa iniciativa da editora e do autor, o grupo de que fiz parte conheceu todos os locais-chave da trama, o que me permitiu uma visualização da história de uma forma completamente diferente mas muito mais real. Pudemos também visitar e saber mais sobre o subsolo da Baixa de Lisboa, que me deu uma perspectiva excelente das cenas passadas nos subterrâneos, e me permitiu perceber o que motivou o autor a criar uma cidade debaixo da cidade que conhecemos. Uma ideia interessante mas muito assustadora.

Um livro que me convenceu e que me agradou. E que confirma Pedro Garcia Rosado com um talentoso escritor de policiais, sem receio de explorar alguns limites dos nossos medos.

Sinopse

“Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses. As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.”

Topseller, 2013

Morte com Vista para o Mar - Pedro Garcia Rosado

Roda Dos Livros, 16.09.13

Capa Morte com Vista para o MarPrimeiro livro que leio de Pedro Garcia Rosado e a verdade é que sinto alguma tristeza de apenas agora o ter descoberto. Tendo em conta que “Morte com vista para o mar” é já o seu oitavo romance, sinto-me a entrar num comboio em andamento.

Ler um livro em dois dias não é novidade para mim, mas a verdade é que é cada vez menos frequente. O nível se exigência de quem lê constante e sucessivamente vai-se elevando de forma inevitável, e o género policial/thriller é provavelmente um dos mais difíceis no que toca a “agarrar” o leitor atento (grupo em que julgo estar incluída). Quem lê policiais que ser surpreendido, ficar preso à história, acordar e dormir a pensar o que vai acontecer, ser assustado, viver angustiado até à última página. A verdade é que já tantas ideias foram exploradas e escritas que é difícil satisfazer todos estes pressupostos. Criar uma história, torna-la credível e verosímil, e “recheá-la” de morte e violência na medida certa não é fácil.

Garcia Rosado não preenche todos os requisitos que enumerei. Na verdade não fui surpreendida quando foi revelado o autor do crime, consegui estar umas páginas à frente da maioria das revelações-chave da trama. Mesmo assim o nível de entusiasmo não esmoreceu e foi com o prazer único de quem lê um livro bem escrito que virei a última página, e desejei começar de imediato a ler “Morte na Arena”, o segundo título com as mesmas personagens.

O tema não podia ser mais atual. A corrupção nas autarquias é, infelizmente, sempre atual, mas em ano de eleições torna-se mais próximo e real. A manipulação da realidade à medida dos interesses megalómanos, o contornar das dificuldades através de luvas e subornos é o espelho de uma sociedade doente e podre, em que o dinheiro dita as regras e vai tendo sempre a última e única palavra.

Gostei muito das personagens, principalmente de Gabriel Ponte com quem criei grande empatia. Um “herói” bastante humano, construído de forma inteligente, e é ele, com os mistérios do seu passado, com as pistas que vai deixando, que realmente me agarrou e fez desejar saber tudo sobre a sua vida. Misterioso e intrigante, Gabriel tem uma história que vamos descobrindo a conta-gotas, absorvendo peças e construindo um puzzle. Bem pensado e ainda com peças para juntar no próximo livro.

Em resumo, uma história atual, perfeitamente credível e enquadrada na realidade portuguesa, personagens que podiam ser os nossos vizinhos, expressões com que me identifiquei e sinceramente gostei muito de ler um policial de qualidade de um autor português.

Previsível mas consistente. Eu não lhe encontrei “pontas soltas” ou contradições.

Recomendo vivamente.

Sinopse

“Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada na casa onde vivia sozinho. Patrícia, inspetora-coordenadora da PJ, pede ajuda ao seu ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspector da Polícia Judiciária, que assim regressa ao mundo da investigação criminal.
Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.
As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affair com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?”

Topseller, 2013