Encontro de Maio
Ainda no rescaldo das eleições (de que não quisemos falar) todas precisávamos de uma tarde a falar de livros. Talvez não tenha sido a mais animada das reuniões, mas foi boa, é sempre boa, aquela tarde de Maio a falar de livros e leituras. Livros que lemos, que não lemos e que pretendemos ler. E a pilha dos melhores vai ganhando forma à medida que a tarde passa.

As novelas gráficas continuam a ser uma constante nas nossas reuniões, desta vez o sexto volume do Árabe do Futuro, de Riad Sattouf (Ana MS) e o O relatório de Brodeck, de Manu Larcenet, a partir do romance homónimo de Philippe Claudel (Cristiana) foram os destacados.
Um livro que tem sido uma constante na Roda é o (permitam-me) maravilhoso O caderno Proibido, de Alba de Céspedes, que este mês foi lido pela Cristiana e pela Cristina.
Também lido por muitas e várias vezes destacado estão o The Heart’s Invisible Furies, de John Boyne (Sofia), o Transgressões, de Louise Kennedy (Renata e Sofia) e o Atos Humanos, de Han Kang (Isa)
Os momentos mais divertidos são sempre aqueles em que alguém destaca um livro e outro alguém revira os olhos e diz que não tem paciência para os livros de desse autor – e é um clássico com o Amor Towles. Desta vez o destaque vai para o Uma mesa para dois (Ana CB) e para o terceiro volume da série Blackwater, A casa (Patrícia).
Sem lugar na foto mas com uma menção honrosa, está o Inventário de sonhos, da Chimamanda Ngozie Adichie (Ana CB), que deu logo o mote para falarmos do evento da Flad e da presença desta autora em Portugal.
Atrevo-me a dizer que Mania (Renata e Patrícia) ainda vai ser objecto de outras discussões na roda – e não é certo que se mantenha na pilha dos destaques mas para já foi unânime o interesse.
Os livros são como as cerejas – um puxa o outro e a sugestão da Sofia para Inyenzi ou as Baratas, de Scholastique Mukasonga fez com que a Cristiana se lembrasse do Tempo das Catanas, de Jean Hatzfeld, uma vez que ambos abordam o genocídio do Ruanda.
E na senda dos livros difíceis de ler (mas bastantes importantes) está o A trilogia da Cidade de K., de Agota Kristof (Cristina).
Junho irá trazer-nos mais livros (aquando da publicação desde post está a realizar-se a feira do livro de Lisboa e neste grupo de leitores isso significa mais livros para as pilhas lá de casa) e mais uma tarde de partilha de livros.
E vocês, o que leram este mês e querem sugerir?
Boas leituras